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Bullying: a violência disfarçada

Segundo dados divulgados pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), 17,5% dos estudantes brasileiros são vítimas de bullying. Esse tipo de comportamento tem sido tão frequente que o Congresso Nacional Brasileiro instituiu um programa de combate ao bullying. O Programa de Combate à Intimidação Sistemática foi decretado e sancionado através da Lei nº 13.185/15 em todo Brasil.

 

Mas, o que vem a ser o bullying, afinal?

Segundo a lei, bullying é todo ato de violência praticado por uma ou mais pessoas contra terceiros. E, para acontecer, essa violência não precisa ter uma motivação evidente. Ademais, o bullying não engloba apenas a violência física ou psicológica, mas também aquela ocorrida de forma proposital e recorrente. Decerto, seu objetivo central é a intimidação e agressão com o intuito de provocar dor e sofrimento à vítima.

Embora o termo bullying tenha surgido recentemente, esta prática é antiga. A adoção de apelidos pejorativos para se referir a um indivíduo é uma forma muito comum de abordagem. Entretanto, não é a única. Desde brincadeiras de mau gosto a agressões de todo o tipo, muitas crianças e adolescentes têm sido alvo dessa violência. E o resultado de tudo isso é sempre muito, muito prejudicial.

Traumas ocorridos na infância em decorrência de bullying podem acarretar danos que refletirão ao longo de toda uma vida. Esse é um reflexo a longo prazo e cuja reversão é penosa e lenta para as vítimas. Contudo, há também prejuízos que ocorrem a curto e médio prazos: isolamento e queda de rendimento escolar são alguns deles.

 

Mas o que pode ser feito contra o bullying?

A melhor saída para neutralizar de uma vez por todas esse tipo de comportamento violento é o exercício do respeito. Aliados a isso, a promoção da cidadania e da paz e, sobretudo da tolerância mútua, podem ser expressivos nessa longa jornada.

E, ao contrário do que se pensa, combater o bullying não é papel apenas das instituições de ensino. A educação contra esse tipo de crueldade disfarçada de brincadeira começa em casa desde a primeira infância. Sim! A escola pode e deve promover ações e realizar programas de conscientização entre seus alunos. Mais que promover ações, a escola também precisa preparar e capacitar seus profissionais a detectar, identificar e se posicionar diante da ocorrência de casos de bullying. Mas é papel dos pais e de toda família lutar para que esse tipo de situação seja extinta dentro do que se chama convívio social.

 

Mas, como a família pode contribuir para que o bullying seja paralisado?

A contribuição das famílias pode começar, primeiramente, pela não terceirização da responsabilidade de educação dos seus filhos à escola. Não é função primordial das instituições de ensino transmitir valores básicos. Ao contrário, é função da escola estimular os valores aprendidos dentro de casa, não o oposto. Ainda que atualmente os valores humanos pareçam desvanecidos, é papel de cada um como sociedade trazê-los de volta. E isso só pode ser possível através da prática. Antes de querer ser respeitado, respeite. Antes de exigir colaboração dos outros, seja solidário.

Bullying é coisa séria e precisa ser parado. O Festa na Floresta não compactua com esse tipo de violência e crueldade. Sobretudo, valoriza a construção de uma infância saudável e digna para todas as crianças, cercada de amor, cuidado e, sobretudo, por muito respeito.

por Liliane Oliveira

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