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Estilo parental: qual é o seu?

Vamos falar sobre estilo parental?

Cada família é um mundo diferente. Pai, mãe, irmãos e irmãs, todos são seres únicos, dotados de características similares, mas não idênticas. Cada família possui uma história, um ritmo e uma rotina diferente. Assim, diante da soma de todos esses fatores, a forma de educar, dentro de cada contexto familiar, também será diferente.

Entretanto, ainda que existam essas diferenças, há alguns padrões comportamentais muito comuns dentro da forma de educar de cada família. E esses padrões de comportamento levaram à definição de quatro estilos, que definem o tipo de pais de cada família.

Mas o que é estilo parental?

Estilo parental, segundo Weber (2012), é o conjunto compreendido pelo comportamento e atitude dos pais em relação a seus filhos. E essa somatória inclui a expressão corporal, assim como o tom de voz e o humor, por exemplo. Em outras palavras, é a forma como os pais se comportam diante dos filhos.

Então, para caracterizar cada estilo parental, é preciso categorizar cada tipo de comportamento, de acordo com a responsividade e a exigência. A responsividade diz respeito à forma de envolvimento com que os pais respondem a seus filhos diante de suas demandas. Nesse caso, pode ser compreendida como afeto. Já a exigência, está relacionada à forma com que pais estabelecem ou não regras e limites na vida dos filhos.

Tipos de estilo parental

Há quatro estilos básicos dentro do comportamento dos pais. São eles: o estilo autoritário, o estilo negligente, o estilo participativo e o estilo permissivo. Em geral, cada família possui um estilo muito bem definido. Mas isso não significa que não possa apresentar, ao longo da jornada, nuances de um ou outro estilo daquele que lhe é característico. Lembrando que, nem sempre, pai e mãe, dentro de uma mesma família, terão estilos idênticos. Nesse caso, o ideal é que haja a combinação dos estilos sempre levando em conta o bom desenvolvimento da criança.

Estilo autoritário

O estilo autoritário é definido por um nível de exigência muito alto. As regras estabelecidas costumam ser rígidas e inflexíveis. Seu objetivo principal é ter a obediência em primeiro lugar e manter o controle da situação. Os filhos não têm a oportunidade de participar das escolhas e decisões. Em suma, o estilo autoritário pode ser definido como aquele onde há muito limite e pouco afeto.

Esse estilo normalmente resulta em filhos com desempenho escolar razoável e comportamento sem maiores problemas. Contudo, esses filhos tendem a ser muito submissos, a ponto de se anularem para que sejam aceitos e amados. Além disso, eles podem apresentar baixas habilidades sociais, autoestima reduzida, ansiedade, estresse e até mesmo depressão.

Estilo negligente

O estilo negligente é definido por níveis baixos, tanto de exigência, quanto de responsividade. Quase tudo é permitido e sem o comprometimento dos pais como figuras essenciais no processo de educação dos filhos. Em suma, o estilo negligente é caracterizado por pouco limite, pouco afeto e falta da participação dos pais na vida dos filhos.

Esse estilo é encontrado facilmente em pais muito ocupados com suas tarefas rotineiras, sem tempo para dedicação aos filhos. Pais confusos quanto a forma ideal de agir com os filhos e também aqueles desinteressados em sua educação, também fazem parte desse grupo.

Esse estilo não traz bons resultados para o desenvolvimento das crianças. Baixo desempenho escolar, baixa estima, comportamento antissocial, depressão, estresse e nível elevado de pessimismo são parte das consequências desse estilo parental. Além disso, há também dificuldades ao longo do desenvolvimento, assim como problemas afetivos e de comportamento.

Estilo participativo

O estilo participativo é aquele onde os pais exigem bastante dos filhos, mas também reagem ao longo desse processo com o mesmo nível de responsividade. Ou seja, há limites e regras muito bem estabelecidas, afirmando a autoridade dos pais, mas há também um relacionamento afetivo saudável, aberto aos filhos. Em resumo, o estilo participativo é aquele tem possui muito limite, mas também muito afeto envolvidos no processo de educar.

Esse estilo compreende os pais que entendem seu papel como educadores, na hora de limitar e impor regras, assim como o papel de participar da vida deles, através de brincadeiras e tempo de qualidade. Sem dúvida, é o estilo mais indicado nesse processo de educação dos filhos.

Ele promove filhos cheios de autoestima, respeitosos e autônomos, cientes das consequências e responsabilidades de seus atos. Esses filhos demonstram habilidades sociais saudáveis, otimismo e índice mínimo de estresse e depressão.

Estilo permissivo

O estilo permissivo é definido como aquele em que os pais quase nada exigem dos filhos, em termos de regras e limites. Em contrapartida, há uma supervalorização dos filhos, a ponto que eles são quem ditam o funcionamento da casa. Não há autoridade dos pais, apenas a vontade dos filhos. Em resumo, o estilo permissivo é caracterizado por poucos limites e muito afeto.

Os resultados desse estilo são filhos com baixo desenvolvimento escolar, com grande apego a bens materiais e sem empatia com o outro. Também apresentam nível baixo de tolerância, o que significa que por não saber lidar com a frustração, acabam se tornando dependentes, acreditando que não são capazes de realizar tarefas por si mesmos.

Referências:
WEBER, Lidia. Eduque com carinho: equilíbrio entre amor e limites. 4. ed. Curitiba: Juruá, 2012. 

por Liliane Oliveira

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